domingo, 14 de abril de 2013

Hashashins - A Ordem dos Assassinos



Com o sucesso crescente de Assassins Creed, os misteriosos Hashashins despertaram o interesse do público nerd. Estes guerreiros já foram retratados inúmeras vezes em muitas mídias, geralmente pintados como anti-heróis ou inimigos do brilhante cavaleiro. Porém, será que encontramos algo de fidedigno em alguma destas obras? Afinal quem eram realmente os assassinos? Ninjas árabes? Lendas? Veremos.

Muitas das informações existentes sobre os Hashashins foram escrita por seus inimigos ou baseados em lendas, fato que dificulta as pesquisas. A origem do clã é datada em 1080, pouco antes da primeira cruzada, Hassan ibn Sabbah, o fundador, desejava difundir o ideal ismaelista (corrente xiita do islamismo). Usou toda a sua influência para captar seguidores que propagassem seus pensamentos e criar a “Ordem dos Assassinos”. É claro que, como toda a turma da caixa d’agua, eles também precisavam de um quartel general. O local escolhido seria em Alamut (ninho da águia), hoje noroeste do Irã, construída tanto para defesa, como também para treinar seus seguidores. O velho Sabbah nunca mais saiu da fortaleza até o final de sua vida, ficando conhecido como “o Homem da Montanha”.

Então, o Grão Mestre Hassan formou uma sociedade secreta de assassinos com outros quatro níveis hierárquicos, todos usando um roupão branco com uma faixa vermelha na cintura, dignos de serem sabatinados pela “fashion police” medieval. A classe mais baixa eram os assassinos de auto sacrifício, conhecidos em sua época como os “fida’i”, encarregados de cumprir às missões de espionagem e execuções. (Para os gamers, bons exemplos são: Ezio, Altair e Connor)

Os fida’i, mesmo sendo da classe mais baixa, eram quem recebiam a maior parte dos recursos e treinamentos entre todo o clã. Para este posto eram selecionados jovens, pois era preciso força física e resistência para a execução dos assassinatos, mas somente isto não bastava. Para realizar um assassinato com sucesso, era preciso ser frio, calculista e paciente. Portanto, o assassino precisava ser inteligente e ainda ter conhecimento da cultura e da língua nativa de seu inimigo. Além de outras artes mais específicas como combate, estratégia, disfarces, linguística e hipismo. Todos os Hashashins eram treinados tanto na parte física como no estudo religioso, acreditando que eram guerreiros de uma jihad.

A Ordem agia com assassinatos encomendados, que vitimavam desde políticos até grandes generais, mas nunca causando danos e nem sendo hostis aos civis. As mortes eram focadas na eliminação seletiva de figuras proeminentes rivais e tinham o objetivo de evitar danos maiores aos ismaelitas ou à comunidade. Basicamente, evitar que a vaidade dos indivíduos influentes gerasse uma guerra que acarretaria na morte de milhares de soldados. Ou seja, caso a ordem ainda existisse, provavelmente George W. Bush, Lord Sidious e Sauron seriam alvos certos.

Geralmente os Hashashins estavam em número limitado contra um inimigo que contava com exércitos. Portanto, ficar andando por ai com um roupão branco e um cinto vermelho poderia chamar UM POUCO a atenção dou outros. Por isso, para executar a missão, haviam sempre assassinos disfarçados em cada cidade que buscavam sempre posições de influência no local. Eles espionavam locais relevantes, estudavam a rotina da vítima e, sendo calculistas, executavam suas vítimas usando um punhal com a ponta envenenada em praça pública a plena luz do dia, a intenção era intimidar seus outros inimigos. Muitas vezes, o objetivo destas missões secretas era apenas a ameaça, então, quando o alvo acordava ele encontrava um punhal cravado em seu travesseiro com um bilhete da morte preso em sua lâmina.

Um dos alvos mais famosos dos assassinos foi Saladino, o famoso sultão do Egito e da Síria. Certo dia ele encontrou um punhal cravado ao lado de sua cama. Depois sofreu mais duas tentativas de assassinato, sendo que na segunda delas, o assassino chegou tão perto que chegou a ferir Saladino. Por fim, o sultão ficou paranoico e propôs um acordo com os hashashin.

Este grupo era equivalente a uma versão islâmica dos cavaleiros Templários. Como causavam temor em seus inimigos, rapidamente surgiram lendas sobre o comportamento da ordem secreta. Logo, todos os assassinatos a luz do dia eram associados aos assassinos. Além do famoso mito, NUNCA PROVADO, de que Sabbah drogava seus discípulos com haxixe e convencia-os de que este era um poder sobrenatural que o Grão-Mestre detinha para leva-los ao paraíso. Por isso, até hoje acreditasse que antes das execuções, os fida’i usavam a droga e por isso ficaram conhecidos com os Hashashin (usuários de haxixe), que viria a ser a origem da palavra “assassino”.

Esta história foi reforçada graças aos relatos de Marco Polo em uma de suas viagens ao oriente. Contudo, especulasse que esta teoria é graças a uma citação de um califa, feita em 1122, que tinha sentido pejorativo e não efetivamente acusava-os de usarem a droga. Mesmo assim, o termo logo foi adotado por anti-ismaelitas e cristãos.

Enquanto o fundador Hassan ibn Sabbah estava vivo, acredita-se que foram realizados 50 assassinatos com sucesso. Depois de sua morte, houveram ainda outros oito líderes. Mas em 1253 alguns assassinos foram enviados para praticar um atentado contra Mongke Khan, neto de Genghis Khan. Os fida’i fracassaram e o mongol arretado realizou ataques contra várias fortalezas assassinas, até que em 1256, Alamut, a principal fortaleza da Ordem foi tomada. Os sobreviventes batalharam e conseguiram recuperar a fortaleza por alguns meses no ano de 1275, mas Khan voltou e desta vez acabou com toda a força dos Hashashins. Acredita-se que ainda houve algumas participações em guerras importantes, mas o último assassino morreu no início do século 15.

A Ordem dos Assassinos era uma sociedade secreta que tinha o objetivo de eliminar poucos para salvar muitos. Nunca causaram danos aos civis e tinham como lema “nada é verdadeiro, tudo é permitido”. Tudo? Desde que os Hashashins aprovem.

Créditos: Bunker Nerd
Fontes: Wikipedia e Nerdcast #191.
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